Muitos praticantes de musculação entram na academia e copiam a rotina do atleta profissional que viram na internet. O problema é que esse atleta possui um ambiente hormonal sintético que acelera a síntese proteica por dias a fio, permitindo que ele destrua um grupo muscular uma única vez por semana e ainda assim cresça. Para o praticante natural, a realidade fisiológica é completamente diferente.
A janela de síntese proteica natural
No corpo de um atleta natural, a síntese proteica após o treino de força permanece elevada por apenas 24 a 48 horas. Depois desse período, o músculo trabalhado para de crescer e entra em estado de manutenção. Se você treina peito apenas na segunda-feira, passará o resto da semana perdendo a oportunidade de estimular novamente esse agrupamento muscular.
Frequência ideal e divisão de estímulos
Para otimizar os ganhos sem recorrer a substâncias sintéticas, a ciência aponta para uma frequência de duas a três vezes por semana para cada grupo muscular. Estruturas como o treino Superior e Inferior ou o clássico Empurrar, Puxar e Pernas garantem que você estimule o músculo novamente assim que ele terminar de se recuperar.
Volume semanal sob controle
Aumentar a frequência não significa dobrar o volume de treino diário. Divida o total de séries semanais que você já faz pelo número de sessões para evitar o temido overtraining. Treinar com mais inteligência e consistência mecânica é o verdadeiro segredo para acumular massa muscular real ano após ano.
